- Menino, deixa de ser enxerido!!!
- Sou enxerido, porque sou querido.
Era assim que na Manaus da minha infância, nos anos 1950, respondíamos cheio de empáfia, quando alguém reclamava que a gente metia o bedelho onde não era chamado.
Ninguém me chamou, mas enxerido que sou, decidi dar um pitaco sobre a eleição para dirigente da Faculdade de Direito (FD) da Universidade do Amazonas, no próximo dia 6 de novembro. Atentem bem para a escolha do termo “dirigente” e não “diretor” como é o costume. Isso porque em seus 116 anos a “Velha Jaqueira” pode eleger pela primeira vez uma diretora: Dorinethe dos Santos Bentes Rolim e seu vice Ananias Ribeiro de Oliveira Jr. Isso será um feito histórico, seguindo tendência de outras universidades brasileiras.
São vários os motivos para tanto enxerimento:
1.A Faculdade de Direito, filha dileta da Universidade Livre de Manáos, forma profissionais, que devem ser eticamente decentes, tecnicamente competentes e comprometidos politicamente com a história do Amazonas e de seu povo. Sua gestão interessa não apenas a alunos, docentes e funcionários, mas ao conjunto da sociedade, que se beneficiará ou sofrerá com as consequências da escolha. Dorinethe é garantia de que a “velha jaqueira” será bem tratada e terá alguns galhos podados para manter a produtividade de 200 frutos por ano.
2. Embora geograficamente distante, luto por aquilo que acho melhor para Manaus, onde nasci e para a Universidade Federal do Amazonas, onde fui docente por alguns anos. Faço uma paródia dos versos do poeta Félix Athayde sobre Olinda, sua cidade natal. “Quando eu quero a UFAM, não é lá que vou, busco-a em mim mesmo, onde UFAM eu sou”.
Direito Indígena
3. Conheço bem a candidata à diretora, com quem convivi. Compartilhamos a sala de aula, ministrando cursos de História na Licenciatura Cultural Indígena para professores Tikuna e Kokama do Alto Solimões em 2008-09. Em 2010, no Curso de Pedagogia da UEA, a experiência se estendeu em videoaulas dadas da Plataforma da Secretaria de Educação localizada no bairro do Japiim para 2.615 alunos, dos quais 745 indígenas, distribuídos em salas equipadas com hardwares em 52 municípios do Amazonas.
4. Lá, ela demonstrou sua capacidade de organização. Elaborou a ementa da disciplina, preparou material didático e coordenou a publicação de vários livros do Curso de Licenciatura Cultural, um dos quais sou coautor: História Geral da Educação: A Questão Nacional e da América Indígena. Como sou um pouco desorganizado e meio anárquico, fiquei impressionado com seu método de sistematizar e organizar o caos.
5. Na época, ela havia acabado de se formar em Direito. Eu, que só cursei até o 3º ano na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, muito aprendi com ela sobre Direito Indígena. Papo vai, papo vem, graças a essas conversas, me habilitei para dar um módulo sobre Direitos Indígenas no Curso de Extensão de Direito Social da UERJ, além de atuar em vários cursos da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ), para juízes vitaliciandos em período probatório.
6. Dorinethe entende do riscado, sempre preocupada com a realidade amazônica, tanto no campo da História como no do Direito, disciplinas cujas ferramentas ela sabe usar com propriedade. Mestre em História, concluiu seu doutorado em direito na UFMG, com a tese publicada em livro sobre a Justiça do Trabalho e “um olhar sobre a aplicação do jus postulandi no contexto amazonense. Coordenou o curso de graduação da FD e está vinculada ao grupo de pesquisa Direito de Proteção dos Vulneráveis e Sistema de Justiça, o que diz muito sobre ela e sua opção preferencial pelos lascados.
Sem perder a ternura
A candidata à direção da FD tem muitas publicações relacionadas com a nossa realidade regional como o livro com outros autores e artigos sobre: o Direito Transnacional e sustentabilidade na Amazônia, o direito fundamental de acesso à Justiça e a gratuidade, a modernização das relações trabalhistas, a precarização dos Direitos Sociais na era digital e tantos outros. Caso o STF julgasse algum trelelê sobre a Amazonia, o ministro Luiz Fux, para não falar tanta besteira, teria de consultar a produção da Dorinethe e levaria três dias lendo seu voto.
Tive a honra de escrever a apresentação do livro sobre as outras faces de Manaus, na qual afirmo que o rio Madeira já deu muita gente boa para o Amazonas, suas águas trouxeram a autora de Borba, onde nasceu, para Manaus. Ela é gente boa por sua forma de tratar alunos, funcionários e colegas, sempre com firmeza, determinação e equilíbrio, “pero sin perder la ternura jamás”, na perspectiva já analisada por Marilena Chauí, que define três tipos de docentes:
- Existe o professor autoritário (aqui pra nós, meio babaquinha), que acha que sabe tudo, incapaz de ouvir seus alunos e de com eles dialogar. O segundo tipo é o professor populista (aqui pra nós, meio simplório) que renuncia seu papel de condutor do processo pedagógico. Delega de forma demagógica aos alunos a tarefa de decidirem sobre o programa e até sobre a nota que lhes será atribuída. O terceiro, a quem a Tereza deu a mão, é quem como a semente de trigo do Evangelho, morre para que o aluno floresça.
Um filho sempre será um filho. Mas o sucesso de um professor é quando um(a) aluno (a) deixa de sê-lo para se tornar seu par. E esse é o sentido da “morte”. Dorinethe já “morreu” muitas vezes.
No curso de História da Amazônia para 220 Tikuna e Kokama, havia quatro turmas, cada uma com um professor, com uma particularidade inusitada: cada docente tinha sido aluno do outro. Se funcionasse a paternidade, Geraldo Sá Peixoto Pinheiro, meu ex-aluno, seria um filho. Dorinethe, sua filha e minha neta e o Davi Avelino Leal, filho da Dorinethe e meu bisneto. Brincávamos que os Tikuna e os Kokama eram meus tataranetos. Com todos eles, muito aprendi.
Dorinethe: de Leste a Oeste
José Seráfico é o mais amazonense de todos os paraenses, a tal ponto que acha o Teatro Amazonas mais bonito do que o Teatro da Paz. Ele saiu do bairro do Umarizal, em Belém, para Manaus. Quando era aluno do Colégio Estadual Paes de Carvalho, certamente conheceu o jingle do Marechal Lott, candidato a presidente da República em 1960:
- De Leste a Oeste / De Sul a Norte / A terra brasileira / elegerá o marechal Teixeira Lott.
Ex-diretor da FD (1985-1987), José Seráfico apoia a candidatura de Dorinethe, que é uma boa rima e uma solução, o que facilita parodiar o jingle do Lott:
- Do Norte ao Sul / De Leste a Oeste / A Velha Jaqueira / Elegerá diretora a Dorinethe.
Além do Seráfico, existem outros apoios de peso, aqui vai uma lista com alguns nomes especialmente de docentes, de leste a oeste, do sul ao norte:
Universidade Federal do Amazonas (UFAM): Marilene Corrêa da Silva Freitas, ex-reitora da UFAM. Faculdade de Direito: Professoras Francy Litaiff Abrahim; Francisca Rita Alencar Albuquerque; Marina das Graças de Paula Araújo e professor Érico Xavier Desterro e Silva. Ex-aluna: Elizabeth Azize: bacharel em Direito pela UFAM (1964), com especialização pela Universidade de Lisboa (1971), Juíza de Direito (1966-70) e Procuradora em Manaus (1971-1976), Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (1983-85), deputada federal (1986-1994).
Universidade de Brasília (UnB): Altaci Corrêa Rubim/ Tataiya Kokama, docente e pesquisadora da UnB e do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (UEA), doutora em Linguística, Copresidente do GT da UNESCO para a Década das Línguas Indígenas, membro do Conselho Consultivo do Instituto Ibero-Americano de Línguas Indígenas (IIALI) e do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Ex-Coordenadora-Geral de Políticas Educacionais Indígenas no MPI e ex-gerente de Educação Escolar Indígena da SEMED-Manaus.
Universidade Federal do Pará (UFPA): Patrícia Kristiana Blagitz Cichovski, professora do Instituto de Ciências Jurídicas na Graduação e no Mestrado em Direito e Desenvolvimento da Amazônia (PPGDDA).Coordenadora de Egressos do Instituto de Ciências Jurídicas da UFPA. Mestra e Doutora em Direito; José Heder Benatti, professor titular do Curso de Direito da UFPA. Mestre em Direito e Doutor em ciência e desenvolvimento socioambiental pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos. Ivânia Neves, professora e coordenadora do PPGL com pós-doutorado (UNESP), doutora em Linguística (UNICAMP). Prêmio Jabuti 2000 na categoria didático.
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa): Flávia Marinho Lisbôa. Professora na Faculdade de Educação. Docente do PPG em Letras (PPGL) da UFPA e do PPGS da Unifesspa, onde coordena o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi). Doutora em Letras/Estudos Linguísticos. Atua na área de Linguística/Análise do Discurso. Orienta pesquisas sobre a visibilidade das mulheres na defesa do meio ambiente em diferentes territórios amazônicos.
Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA): Juliana Rodrigues Freitas, advogada, doutora e mestra em Direito (UFPA), advogada e professora desde 2003 da Graduação e Mestrado em Direito do CESUPA.
Universidade Federal do Amapá - Linara Oeiras Assunção,Mestre em Direito Ambiental e doutora em Direito e Justiça (UFMG), professora de Mestrado e Doutorado (INIFAP).
Universidade Federal de Roraima (UFRR)- Ananda Machado: Doutora em História Social, Pós Doutora em Estudos de Literatura e em Antropologia Social. Coordena o Programa de Valorização das Línguas e Culturas Indígenas de Roraima (PRAE/UFRR).
Universidade Federal do Acre - Francisco Pereira da Costa, professor do Curso de Direito da UFAC, mestre e doutor em História (USP), Pós-doutorado (UFAM), atua nas áreas do Direito e da História do Direito do Trabalho.
Universidade Federal de Tocantins (UFT): Juciene Ricarte Cardoso, professora do PPGE-UFT e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG-PB). Indígena Tarairiú, doutora em História, pós-doc na Universidade do Porto e na Universidade Nova de Lisboa. Coordenou o Projeto Documentos Coloniais de História das mulheres no Brasil e o Catálogo Geral de Documentos de História Indígena. Pesquisadora da Universidade Sorbonne Nouvelle e do Centro Nacional de Ciências da Polônia.
Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD-MS) – Graciela Chamorro. Professora de História Indígena na UFGD. Doutora em Antropologia na Philipps-Universitat Marburg (Alemanha). Pós-Docs em Romanística na Universidade de Munster e no IHEAL (França). Pesquisa temas no âmbito da religião, da língua, da história dos povos "guarani" e da teologia feminista e intercultural. Autora do Dicionário Kaiowá-Português – 3ª ed. 757 pgs.) Com representantes dos povos guarani, prepara a publicação de obra sobre as histórias, culturas e línguas desses povos.
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB–MS): Adir Casaro Nascimento, professora titular do PPG em Educação. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Educação e interculturalidade/CNPq. Membro da RED ESIAL Educación Superior y Pueblos Indígenas y Afrodescendientes en América Latina e da Catedra UNESCO Educación Superior y Pueblos Indígenas y Afrodescendientes en América Latina. Doutora em Educação. Tem experiência na área de Educação, atua nos temas: educação escolar indígena, povos indígenas, interculturalidade, formação de pesquisadores indígenas, formação de professores. Publicações em livros e periódicos sobre a temática Educação Escolar Indígena.
Universidade Federal do Piauí (UFPI): Christianne Matos de Paiva, Professora de Direito Civil e Direito Romano, mestre em Direito pela Universidade de Pernambuco e Doutora em Ciências Jurídicas (UFPB). Membro do Conselho de Direitos Humanos do Piauí. Chefe de departamento da Faculdade de Direito da UFPI.
Universidade Federal de Alagoas (UFAL): Elaine Cristina Pimentel Costa, Diretora da Faculdade de Direito (2018-2022), reeleita para o quadriênio (2022-2026). Professora de Graduação e Pós-Graduação em Direito, doutora em Sociologia (UFPE), graduada em Direito (UFAL). Atua nas áreas Direito e Sociologia, com ênfase em Criminologia e nos temas: feminismo, gênero, segurança pública, sistema punitivo, violência, criminalidade. Líder dos grupos de pesquisa CARMIM Feminismo Jurídico, Núcleo de Estudos e Políticas Penitenciárias (NEPP) e do Grupo de Pesquisa Educações em Prisões (GPEP).
Universidade Federal da Paraíba (UFPB): Anne Augusta Alencar Leite Reinaldo, Diretora da Faculdade de Direito, professora e chefe do Departamento de Direito Público, doutora em Ciências Jurídicas, Experiência na área do Direito Público. Atua nos temas: Direito Socioambiental, Direito Econômico, Direito da Seguridade Social, Direito do Trabalho, Direitos Humanos e Ciência Política. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa "Saberes Ambientais" e do NUPOD- Núcleo para Pesquisa dos observadores do Direito" (Cnpq/UEPB). Docente do projeto "É preciso falar de Política: a construção da cidadania pelo conhecimento".
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – Lívia Penedo Jacob, professora visitante na UFRN e concursada na Fundação CEDERJ-CECIERJ na área de projetos educacionais. Doutora em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (UERJ e Universidade de Winnipeg). Bolsista do Programa de Pós-doc. Nota 10 (FAPERJ).
Universidade Federal da Bahia (UFBA): Marcia Paraquett, professora da UFBA e ex-professora da UFF, atua no PPG em Língua e Cultura. Doutora em Língua e Literatura Espanhola é autora e coautora de diversos livros e líder do Grupo de Pesquisa PROELE: Formação de professores de espanhol em contexto latino-americano, inscrito no CNPq.
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): Ana Maria Rabelo Gomes, professora titular da Faculdade de Educação Possui doutorado em Educação pela Universidade de Bolonha (1996), com pós-doc no Museu Nacional e na Univ. St. Andrews. Atua nas áreas de educação intercultural indígena, cultura e escolarização, etnografia e aprendizagem.
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG):Camila Silva Nicácio. Professora de Antropologia do Direito e do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (UFMG). Professora convidada da Université Paris I Panthéon-Sorbonne, da Université de Laval e da University of Ottawa. Visiting Researcher na Universidad Nacional de Cordoba e na University of Ottawa. Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Antropologia do Direito. Pós-doutora (CEBRAP), Doutora (Université Paris I). Mestre (Université Paris III). Pesquisadora do Grupo Pesquisa Pluralismo Religioso e Diversidades no Brasil (CEBRAP). Colaboradora do Understanding Nonreligion in a Complex Future (University of Ottawa). Editora da Revista de Estudos Empíricos em Direito (REED).
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF- MG) Luciana Gaspar Melquiades Duarte – Diretora da Faculdade de Direito da UFJF. Doutora em Direito Público (UFMG). Professora de Direito Constitucional e Administrativo no Programa de Pós-Graduação, ex-Procuradora do Município de Juiz de Fora. Autora e coautora de livros que discutem limites do controle judicial sobre as políticas públicas de saúde e a Lei do Processo Administrativo Federal no Contexto do Estado Democrático de Direito, Direito à saúde: Judicialização e Pandemia".
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Celeste Ciccarone, docente titular vinculada ao PPG em Geografia com graduação em Psicologia pela Università degli Studi di Padova, Itália Mestrado e Doutorado em Ciências Sociais - Antropologia (PUC-SP). Pós-doc Universidade de Pisa, Itália. Temas de pesquisa: Etnologia Indígena, xamanismo, mulheres, narrativas e dinâmicas territoriais, educação intercultural indígena. Coordenou a licenciatura intercultural indígena dos povos Tupinikim e Guarani- Prolind.
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bruna Franchetto. Professora titular da UFRJ do PPG em Antropologia Social do Museu Nacional em Linguística. Mestrado na Università La Sapienza e doutorado em Antropologia Social. Produção em etnologia e linguística, com ênfase em Línguas Indígenas, atuando nos temas: Alto Xingu, línguas indígenas brasileiras, documentação linguística, tradições orais indígenas, educação indígena e antropologia da mulher. Coordena o Programa de Documentação de Línguas Indígenas – PRODOCLIN (Museu dos Povos Indígenas-UNESCO). Assessora do Instituto Socioambiental, da UNESCO, dos Programas internacionais para a documentação linguística (línguas ameaçadas) DOBES (Alemanha) e ELDP (Reino Unido) e da National Science Foundation (EUA).
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ): Sérgio Verani: professor da Faculdade de Direito da Uerj, Desembargador aposentado do TJRJ e ex-diretor da Emerj, Escola da Magistratura RJ. Thereza Rosso, professora titular da Faculdade de Engenharia da UERJ. Doutora em Engenharia Oceânica (COPPE-UFRJ), ex-coordenadora do PPG em Engenharia Ambiental. Engajada na luta pelo espaço da mulher no meio acadêmico.
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO): José R. Bessa Freire. Professor aposentado do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Memória Social.
Universidade Federal Fluminense (UFF): Viviana Gelado. Professora titular em Letras Estrangeiras Modernas da UFF, doutora em Teoria e História Literária com Pós-Doc em Princeton University. Atuou como docente na Universidad Autônoma de Mexico (UNAM) e na Universidad de Puerto Rico.
Universidade de São Paulo (USP): Ana Elisa Liberatore Silva Bechara, diretora da Faculdade de Direito, professora titular, doutora (2004) e Livre-Docente em Direito Penal. Foi pesquisadora no Max Planck Institut da Universität Bonn, da Universidad de Salamanca e da International Academic Network for the Abolition of Capital Punishment e membro do Conselho de Política Criminal e Penitenciária do Estado de São Paulo; do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas; e do Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo. Linhas de atuação: questões de gênero, teoria do bem jurídico, hermenêutica penal e corrupção.
Universidade Estadual de Campinas (SP), Marta Azevedo, professora do PPG em Demografia, pesquisadora do Núcleo de Estudos de População (NEPO/UNICAMP), Doutora em Demografia. Ex-presidente da FUNAI, órgão do Ministério da Justiça. Atua no Noroeste Amazônico na região do Rio Negro, entre outros temas, com a saúde das mulheres, educação e qualidade de vida. Leda Maria Caira Gitahy, professora titular do Instituto de Geociências e do PPG em Política Científica e Tecnológica da UNICAMP e do Doutorado em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento da Universidade federal do Oeste do Pará (UFOPA). Doutora em Sociologia pela Universidade de Uppsala (Suécia). Artionka Capiberibe, professora da UNICAMP. vinculada às linhas de pesquisa "Etnologias" e "Antropologia e Etnografia do Conhecimento" do PPG em Antropologia Social. Doutora em Antropologia Social (Museu Nacional/UFRJ e Universidade de Paris X – Nanterre) Pesquisadora da University of California/Berkeley. Desenvolve pesquisas de campo entre os Palikur, na região da fronteira Brasil/Guiana francesa.
PUC- Campinas, Fernanda da Silva Lima. Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora Permanente no Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Campinas e no Curso de Graduação em Relações Internacionais e Direito. Integra Grupo de Pesquisa sobre minorias e vulnerabilidades Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Gênero e Raça (NEGRA/UNESC). Integra a Asociación de Investigadores/as AfroLatinoamericanos/as y del Caribe (AINALC). Integra a Rede ABPN (Associação Brasileira dos/as Pesquisadores/as Negros/as). Pesquisadora na área de Direito Público e Psicologia Social, atua nas áreas de teoria crítica dos direitos humanos, relações raciais, feminismos negros, infâncias, estudos pós-coloniais e decoloniais
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP): Lavínia Santos de Souza Oliveira, mestrado e doutorado em Saúde Pública. Professora e pesquisadora em saúde coletiva e saúde indígena, atua na área de saúde coletiva e saúde indígena e coordena o RH do Projeto Xingu.
Universidade Federal do Paraná (UFPR) Melina Girardi Fachin, Diretora da Faculdade de Direito. Professora do Curso de Graduação em Direito e docente permanente do Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito, com área de atuação no Direito Constitucional e Direitos Humanos. Advogada sócia de Fachin Advogados Associados. Pós-doc na Universidade de Coimbra no Instituto de Direitos Humanos e Democracia, Doutora em Direito Constitucional, com ênfase em direitos humanos (PUC/SP.) Visiting researcher da Harvard Law School.
Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA – Foz do Iguaçu), Giane Lessa, professora associada, com mestrado interdisciplinar em Linguística Aplicada (UFRJ) e doutorado em Memória Social (UNIRIO). Pós-doc em Estudos Culturais (Universidade do Minho, Portugal). Tem experiência na área de Letras e Memória e Patrimônio, com ênfase em Memória Social, atuando principalmente nos seguintes temas: tradução, memória, oralidades, migrações e trânsitos culturais.
Universidade Federal de Santa Catarina: Roselane Neckel: Professora do Departamento de História da UFSC, mestre e doutora (PUC-SP), ex-reitora da UFSC, ex-diretora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Pós-doc na Universidade do Porto, em Portugal. Tem experiência na área de História com ênfase, entre outros temas, na violência política de gênero. Marcos Fábio Freire Montysuma – professor titular da UFSC no Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, graduado em História (UFAC), mestre (UFRJ) e doutor (PUC-SP) em História. Pós-doc na Universidade Nova de Lisboa. Atua entre outros temas em história oral, gênero e meio ambiente.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Ana Paula Motta Costa - Diretora da Faculdade de Direito da UFRGS. Professora de Direito Penal e Criminologia, atuando na Pós-Graduação doutora em direito (PUC/RS), com estágio doutoral na Universidad Pablo de Olavide (Espanha), Pós-Doc em Criminologia e Justiça Juvenil (Berkeley Law da Universidade da Califórnia), líder do Projetos de Grupo de Pesquisa em Violência e Juventude (CNPq), pesquisadora no Centro Iberoamericano de Derechos de la Niñez. Atua nos temas: adolescência, infância, Estatuto da Criança e do Adolescente, medidas socioeducativas, violência e mortalidade juvenil. Realiza consultorias em Projetos Sociais, em especial junto à OIT, UNESCO, PNUD e Ministério do Desenvolvimento Social - MDS. Autora de artigos e livros sobre as temáticas de pesquisa. Fernanda Frizzo Bragato - Professora da Faculdade de Direito e do Programa de Pós-graduação em Direito da UFRGS. Professora Visitante Fulbright na Cardozo Law School (2017). Atua nas seguintes áreas: direitos humanos, direitos indígenas, pós-colonialismo e descolonialidade. Pesquisadora do CNPq com doutorado em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e pós-doc em Direito pelo Birkbeck College of University of London.
Universidade Federal de Pelotas (RS) Lori Altmann, professora aposentada da UFPel, docente no PPGA, lecionou a disciplina Antropologia Jurídica na Faculdade de Direito da UFPel, mestre em Antropologia Social (UFRGS) Doutora em Teologia (EST) e Doutora Honoris Causa em Teologia Feminista (com mais 4 mulheres) pelo PPG (EST), integrante do NPG – Núcleo de Pesquisas de Gênero e do NETA – Núcleo de Etnologia Ameríndia.
P.S 2 –Bem que avisei logo no início que eu era enxerido.
Nota de Agradecimento
A Chapa 02 – Por uma FD Democrática agradece a todas e todos que participaram do processo eleitoral da Faculdade de Direito da UFAM, especialmente aos docentes e discentes que acreditaram em nosso projeto e contribuíram para um debate plural, transparente e democrático.
Registramos o nosso imenso agradecimento a todos os que participaram e atuaram no apoio à “Chapa 2” Dorinethe e Ananias - Do Norte ao Sul / De Leste a Oeste. Manifestamos gratidão especialmente ao apoio das mulheres de diferentes instituições do país que emprestaram sua solidariedade e sua voz à candidatura de uma mulher preta e indígena da Amazônia e com ela dialogaram.
Parabenizamos a Chapa 10, dos professores Adriano e Daniel, pela vitória no pleito e desejamos uma gestão exitosa, pautada no diálogo, na cooperação e no compromisso com o fortalecimento da nossa querida Faculdade de Direito.
As disputas eleitorais cumprem papel fundamental no aperfeiçoamento da democracia e na difusão de ideias dentro de um espaço que pertence a todos. Que o espírito de respeito e de compromisso institucional continue guiando os próximos passos da nossa comunidade acadêmica.
Manaus, 07 de novembro de 2025.
Chapa 02 – Por uma FD Democrática
VOLVEREMOS A LAS MONTAÑAS
Esse foi o título da mensagem do boliviano Inti Peredo que lutava contra a ditadura militar em seu país. Ela foi divulgada após o assassinato do Che Guevara na Quebrada del Yuro, região montanhosa da Bolivia, em 1967, cometido com o apoio da CIA e dos Estados Unidos. O manifesto de Inti Peredo reafirma que a luta continua. Sempre. Após a elegante nota acima da Chapa 02, volveremos a la Vieja Jaqueira com o entusiasmo de sempre. À semelhança do canto dos manifestantes de maio de 1968 na França, "ce n'est qu'un début, continuons le combat”.
Taquiprati, 07 de novembro de 2025

