CRÔNICAS

A PAÇOQUINHA DA DONA MARIA

Em: 10 de Janeiro de 2010 Visualizações: 12327
A PAÇOQUINHA DA DONA MARIA

Se fores jovem, leitor (a), grava no bronze da tua memória este nome: Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto. Desafia, dessa forma, o ministro da Defesa Nelson Jobim e os comandantes militares, que não querem o funcionamento da Comissão da Verdade prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos. Diz pra eles que a gente quer saber, entre outras coisas, o que aconteceu com o único amazonense incluído na lista oficial dos desaparecidos na ditadura militar.

- Eles tiraram duas vidas: a minha e a do meu filho. Eu não vivo mais. Hoje só estou vegetando. Eu não esqueço do meu filho nem um minuto. Meu filho era muito inteligente. Era educado. Um príncipe. Todos gostavam dele. Não quero indenização. O que quero é a verdade, nada mais, só quero saber onde está o meu filho - disse dona Maria Meirelles, em entrevista a Jocilene Chagas, em 1995.

Cadê o Thomazinho? Nascido em 1º de julho de 1937, em Parintins (AM), ele, já órfão de pai, mudou para Manaus, em 1950, onde estudou no Colégio Estadual do Amazonas. Viajou em 1958 para o Rio de Janeiro, e ali se destacou no movimento estudantil. Eleito secretário geral da UBES - União de Estudantes Secundaristas, em 1961, atuou no Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE. Em 1963, ganhou bolsa de estudos para estudar na Universidade Lomonosov, em Moscou.

Lá, encontrou uma menina de Manaus, do bairro de Aparecida, Miriam Marreiro, que estudava Direito na Universidade Patrice Lumumba. Com ela teve dois filhos: Larissa, nascida na Rússia, em 1963, e Togo, em 1967, no Brasil, para onde o casal voltou. O pai sequer acalentou o filho nos braços, pois foi logo preso e torturado. Larissa, que falava russo, ficou escondida na casa do ator Carlos Vereza, que conta:

 - Uma vez fui à padaria comprar pão e ela começou a pedir doce em russo. Fiquei apavorado porque estávamos no auge da ditadura, e comecei a fingir que era pesquisa de som o que ela estava fazendo... ”.

Uma dor

Thomaz, libertado em 1973, entrou na clandestinidade. Foi aí que dona Maria viajou ao Rio. Queria ver o filho, fazer-lhe carinho, aliviar-lhe a dor. Acontece que, perseguido pela polícia, ele estava sempre mudando de esconderijo. O encontro aconteceu tarde da noite, num “ponto” de Copacabana, em fevereiro de 1973:

- Meu filho estava bastante machucado. Tinha muitas marcas no corpo. A gente cria um filho com tanto carinho para que sofra tanto. Ele deitou, colocou a cabeça no meu colo. Conversamos sobre as coisas de Parintins. Ele gostava de paçoca. Até uma paçoquinha levei para ele, feita por mim, no pilão.

Essa foi a última vez que dona Maria viu o filho. Alguns meses depois, em julho, a policia invadiu a casa de Miriam, levando-a para o DOI-CODI na Rua Barão de Mesquita, onde durante dois meses foi submetida à tortura. Quebraram-lhe a boca, os dentes e as pernas. Saiu da prisão amparada por um par de muletas. Mas não disse onde Thomaz estava.

Thomazinho, então dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN), continuou clandestino, até que caiu preso no dia 7 de maio de 1974, e nunca mais foi visto. O Arquivo do DOPS/SP guarda um documento que registra a data da prisão, efetuada “quando viajava do Rio para São Paulo”, o que foi confirmado por Relatório do Ministério da Marinha. Anos depois, o ‘Correio da Manhã’ (03/08/79) noticiou que Thomaz estava numa lista de 14 mortos. Mas somente em 1995, a Lei 9.140/95 o considerou oficialmente desaparecido. Seu corpo até hoje não foi localizado.

Os criminosos que torturaram e mataram presos políticos - como Thomaz Meirelles - permanecem impunes, protegidos por uma cortina de silêncio. Mas a discussão acaba de ser reaberta, com o decreto assinado pelo presidente Lula, no último 21 de dezembro, instituindo a terceira etapa do Programa Nacional de Direitos Humanos, que prevê a criação até abril de 2010 da Comissão Nacional da Verdade, encarregada de investigar torturas durante a ditadura militar, o que já deu certo em outros países.

Uma flor

O Lula assinou o decreto? Ah, Margarida, pra quê? O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fantasiado com aquele uniforme verde-oliva de combate com o qual aparece nos telejornais e, apoiando os comandantes militares, decidiu peitar o Lula. Se fosse há 40 anos, dariam um golpe. Agora, ameaçam pedir demissão. Acham impertinência e revanchismo a gente perguntar o que aconteceu com o Thomazinho e exigir que seus torturadores sejam processados.

Outro “general” disfarçado de verde, Alfredo Sirkis, vereador do PV do Rio de Janeiro, concordou com Jobim e com os militares. Parece que a senadora Marina Silva está muito mal acompanhada. A Comissão da Verdade – escreve Sirkis - pode “reviver uma guerra que terminou há 30 anos, criar um elemento de discórdia na relação com as Forças Armadas, trazendo polarizações do passado para complicarem o presente”. Será?

Ou seja, o país não deve discutir seu passado para “não complicar o presente”. Alegam que a Lei de Anistia, de 1979, perdoou todos os crimes políticos, inclusive os cometidos por torturadores. Colocam ambos no mesmo saco. De um lado, os torturados, presos, condenados, perseguidos, mortos, que combatiam um governo militar, ilegítimo, cujos componentes ocuparam o poder à força, rasgando a Constituição e depondo o presidente eleito pelo voto popular. De outro, os torturadores, que sem nada sofrer e pagos pelo Estado tomado de assalto, cometeram crimes imprescritíveis contra a Humanidade.

Querem que a gente finja que não houve nada, que os assassinos de Thomaz já foram perdoados. Mas, perdoar a quem, se estão protegidos pelo sigilo da documentação? Dona Maria não sabe a quem perdoar. Os arquivos dos três centros de informações militares – CIE, CENIMAR e CISA – até hoje uma ‘caixa preta’, não foram recolhidos ao Arquivo Nacional, como manda a lei. Como anistiar quem nunca foi condenado, sequer identificado?

- Não é possível construir uma nação, se não formos capaz de perdoar – escreveu em 1882 o pensador francês Ernest Renan. É verdade. Mas perdoar não é apagar a memória. Ao contrário, só pode haver perdão, se houver a consciência da ofensa.

Nessa disputa pela atualização da memória, grava, leitor (a), no teu bronze, o nome de Thomaz Meirelles. Compartilha a dor de suas mulheres: Maria, Miriam, suas irmãs Lea, Leny, Leda e Lygia, a filha Larissa, além de Togo. É uma forma de resistir, de dizer que não vamos esquecer a paçoquinha da dona Maria, que morreu há dois anos, sem saber onde colocar uma flor ou acender uma vela para o filho. Quando a Comissão da Verdade localizar o túmulo, nós faremos isso por ela.

VER TAMBÉM: 

De maria meirelles para Bolsonaro - http://www.taquiprati.com.br/cronica/1273-de-maria-meirelles-para-jair-bolsonaro

Thomazinho - http://www.taquiprati.com.br/cronica/983-thomazinho

Cadê o Thomazinho - http://www.taquiprati.com.br/cronica/907-cade-o-thomazinho

Carta aberta à Comissão da Verdade - http://www.taquiprati.com.br/cronica/938-carta-aberta-a-comissao-da-verdade

Maria Pucu, a militante fiel - http://www.taquiprati.com.br/cronica/924-maria-pucu-a-militante-fiel

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22 Comentário(s)

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Raimundo Dejard Vieira comentou:
28/05/2017
Morto pela ditadura militar é de Parintins
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Sandra Albernaz de Medeiros comentou:
28/05/2017
Seu texto é poderoso, José Bessa!!!!
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Marcus Veras comentou:
23/10/2011
Professor, escrevi um texto sobre o Thomaz, com quem partilhei alguns dias em 1973. Chama-se “O cabeludo e o guerrilheiro”. Por favor me mande seu e-mail para que eu possa enviá-lo. Abs Marcus Veras
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José (Blog Hollanda) comentou:
25/05/2010
O presidente Lula da Silva completa em 2010 o último ano de seu mandato. Tem a oportunidade de mudar de fato a rota da história deste país colocando a limpo a farsa do tal Estado de Direito (ver a entrevista do Prof. Dr. Fabio Comparato na CartaCapital desta semana).Se a grande imprensa está com essa campanha contra o PNDH é porque a iniciativa do governo contempla a maioria da sociedade. É porque questiona essa libertinagem da imprensa (forja grampo, publica ficha policial falsa da ministra) e
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LOCO ABREU comentou:
25/05/2010
Baba vc é 10 cara,só mesmo vc para levantar essa questão o querido thomazinho não pode ser esquecido a sim,pois mirian filhos e irmãos esperam uma resposta do porào da ditadura,sem contar que dona maria morreu sem saber onde estavo o seu querido filho.Concerteza se soubermos do paradeiro do amigo thomaz,faremos isso por dona MARIA.
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Jota Nunes (Blog Holanda) comentou:
25/05/2010
A história está sendo contada de maneira unilateral.Defendo que não só os TORTURADORES sejam processados, com também os TERRORISTAS, que atualmente estão no poder, também sejam processados, pois praticaram crimes hediondos, como sequestro,roubo a banco tortura e assassinatos. Não podemos apagar da história, um dos crimes dos mais brutais, cometido pela Ação Libertadora Nacional (ALN),que foi o ASSASSINATO covarde do Tenente Paulo Mendes da PM de SãoPaulo, que foi morto com coronhada de fuzil, no
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LEITOR DO BLOG (Holanda) comentou:
25/05/2010
Caro Bessa, seu artigo é muito oportuno, pois creio que essa discussão precisa vir a tona novamente. Esse foi um dos regimes mais perniciosos e covarde que o mundo já viu.Muitos dos responsaveis ainda estão vivos e precisam pagar pelo que fizeram e, os que já morreram, responsabilizados moralmente.
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MASC SELVAGEM (blog Holanda) comentou:
25/05/2010
Professor, na doutrina cristã, para haver perdão tem que haver arrependimento. Quem não se arrepende jamais será perdoado. Belissima crônica, como sempre.
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ROGÉRIO AFONSO (blog Holanda) comentou:
25/05/2010
Se era para ser Comissão da Verdade, ela deveria igualmente esclarecer os crimes dos aparelhos comunistas - dentre os quais ALN - preocupados não em democratizar o país, mas em criar um monstrengo parecido com a falida URSS ou a ilha prisão cubana.Já é hora de acaba com esta afetação baré, querendo rever somente um lado da história. A dor da perda de um pai, mãe ou filho(a) é irreparável, assim como das famílias de militares mortos no período. Parabéns aos militares: ontem, hoje e sempre!
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BISTURI (blog Holanda) comentou:
25/05/2010
Uma legitima e típica dramatização de quem só vê um lado da historia.Em uma guerra a primeira baixa é a VERDADE.Até hoje,não li nada sobre as vitimas do outro lado,e que regime seria implantado no caso da guerrilha ter vencido.Parece até, que foi uma guerra entre dragões e uma legião de querubins. Qualquer duvida, basta ver pra onde o país está caminhado,o alinhamento com os tiranetes da região o paradoxo de falar sobre direitos humanos, para exatamente tira-los. A maioria das ditaduras,só se im
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Aldemir Bentes de Maués (1) – Blog Holanda comentou:
25/05/2010
Caro Bessa, pois o que tenho lido (mais opiniões) é de que a Lei seja um pretexto para amordaçar a "imprensa livre" em alguns casos. Ainda não tive a oportunidade de tomar conhecimento do conteúdo na íntegra da presente lei. Esses anos escuros da vida brasileira tem que ser esclarecido, pois os torturadores covardes, que como você expôs, eram e muitos ainda são (aposentados) pagos com dinheiro público, do contribuinte, devem explicações a nação brasileira.
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Aldemir Bentes de Maués (2) Blog Hollanda comentou:
25/05/2010
E o que fizeram? Destruíram famílias, VIDAS, esperanças, sonhos....Saber da verdade não é abrir ferida, mas corrigir um erro da vida política brasileira. Então não é justo que os brasileiros que resistiram ao golpe militar covarde, fiquem na história como "baderneiros", "contraventores", "comunistas", "inimigos da pátria" e os seus torturadores, como heróis, combatentes da legalidade. Precisamos urgentemente de CORRIGIR essa página de nossa história. Que esse pedaço da nossa vida política, nunca
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ILDEBRANDO (blog Holanda) comentou:
25/05/2010
Ai que farsa esta imprensa brasileira, a Globo e outras defendendo os militares. e da-lhe novelinhas com recheio de big brother pro povao!!!! e a marina aquela flor de candura traidora, ela no PV junto com militares, que defendem torturadores nada de mais para quem disse que é amiga pessoal de serra logo na cop 15 onde deveria estar tentando salvar o planeta e nao bajulando o senhor alagao rei do pedagio de sampa!!! a dilma colocou ela no lugar quando a marina solicitava que o governo doasse uss
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Vania Novoa Tadros comentou:
25/05/2010
O thomaz meirelles passou por esses problemas juntamente com a miriam, dona maria e seus demais famíliares porque algum dedo duro o denunciou para a policia dos golpistas de 1964. por isso que odeio todos os dedo duros. eram irresponsáveis e cruéis. deduravam as pessoas só para conseguirem cargos públicos e outros favores sem nenhuma sensibilidade sobre o que aconteceria com os presos políticos. e as pessoas denunciadas eram apenas jovens que desejavam um mundo melhor. o pior é que ainda existe
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IMPARCIAL (1 ) Blog Hollanda comentou:
25/05/2010
Não concordo com sua opinião. Está claro que se trata de uma espécie de revanche do Tarso Genro ministro da Justiça. Se o processo fosse conduzido por pessoas idôneas, seria o primeiro a apoiá-lo pois entendo que os fatos devem ser realmente apurados doa a quem doer.Devo lembrar que o Sr.Tarso Genro foi um "terrorista"? Creio que não, pois o senhor o conhece bem mais do que eu afinal,somente tenho 25 anos de idade e sou um curioso da História do Brasil.
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IMPARCIAL (2) Blog Holanda comentou:
25/05/2010
De que lado o senhor está, ou melhor, onde o senhor estava na época da luta armada.Sei lá, dizem que o senhor... O sr faz um lindo e comovente relato do encontro da mãe de Thomaz com ele.Gostaria também que fizesse o mesmo com os companheiros que foram JUSTIÇADOS pelos mesmos guerrilheiros que outrora estavam lutando do mesmo lado, será mesmo!Não sou a favor do que ocorreu na ditadura militar, acho que nada daquilo deveria ter acontecido. Se vamos apurar alguma coisa,devemos ser imparciais e apu
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Jean Moulin (1) – Blog do Holanda - comentou:
25/05/2010
Resistir era dever de consciencia ? Ou cívico ? Na França ocupada por nazistas, de 40 milhões de habitantes apenas 2 mil acompanharam Jean Moulin. Há de se separar o estudante na passeata de quem optou por luta armada. Fiz parte do 2º grupo. Vitimar recrutas fardados foi crime. Fui preso 4 vezes, tenho cicatrizes. Sabia os riscos e aceitei. Perdoamos para sermos perdoados. Acho a "indenização" obscena, sobretudo para quem nunca nada sofreu e ainda se aproveitou do petismo na UFAM para privilégio
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Jean Moulin (2) comentou:
25/05/2010
Mataram o famigerado delegado Fleury para a "abertura democrática" se viabilizar. Romeu Tuma era do DOPS e nunca torturou ninguém. Como foi possível ? Mas há, sim, diferença essencial entre a luta armada e a tortura. Quem atira sabe que podem ou vão atirar de volta. O torturador sabe que não corre risco algum. O artigo do Ribamar vale pelas questões que talentosamente aborda e alguns querem varrer para baixo do tapete. É julgamento sim, dos dois lados.
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Torturados (Blog Hollanda) comentou:
25/05/2010
Esses que se dizem torturados estavam rezando, por isso foram presos e torturados, tenham paciência....Veja a atitude do Tarso Genro acolhendo um assacino e terrorista italiano, só porque era da esquerda. Livrai-nos desse falsos democratas.
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Mario Almeida (Blog Hollanda) comentou:
25/05/2010
Gostaria de me alongar mais neste assunto, mais acredito que a questão dos direitos humanos está certo o presidente lula, os milicos da época que não foram citados estão morrendo de medo,pois os torturadores de ontem são os lambaios e puxa-saco do presidente hoje, enquanto houver um coronel Ustra impune a anistia ainda é utopia, por isso quem quiser pedir demissão. que peça.pois o país não sentirá falta deste antipatriota que torturam e aterrorizaram o país.
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Geraldo Lopes comentou:
02/03/2010
Dá uma olhada no blogdoholanda. Essa crõnica - a paçoquinha da dona maria - foi publicada também no blog do hollanda e quando entrei lá havia sido lida 1049 vezes.
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Geraldo comentou:
02/03/2010
Notícia lida 1049 vezes.
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