Maradona e o voto nulo (Crônicas)
“Sei em quem não quero votar, mas não vejo na urna eletrônica o nome daquele em quem quero votar. Impotente, me pergunto: o que fazer?” (Dermilson Paixão 2020) De que maneira a morte do Maradona, que comoveu o planeta, inspirou esta crônica sobre o voto nulo? Foi assi...
Lições do pau-brasil: os crimes ambientais (Crônicas)
Se Portugal criar sete ou oito povoações no litoral, isso será suficiente para impedir os da terra de vender o pau-brasil e não o vendendo, as naus [francesas] não hão de querer lá ir para voltarem vazias. (Diogo de Gouveia a D. Joao III, 1532) O ministro de Relaç...
Um adeus a J. Rosha: nota do Cimi (Crônicas)
A notícia da morte de J. Rosha me deixou nocauteado. Meu ex-aluno no curso de Jornalismo da UFAM, amigo querido, com quem compartilhei sonhos e envolvimento radical nas lutas indígenas pelo direito ao território, à cultura, à lingua. Ele militou em todas as frentes com ...
Maldigo el fuego del horno / Porque mi alma está de luto / Maldigo los estatutos Del tiempo con sus bochornos / Cuánto será mi dolor”. (Violeta Parra, 1966). O que Violeta Parra tem a ver com o Poani Higino Pimentel Tenório, 65 anos, contaminado mortalmente pelo cor...
O Ministro da Saúde e os nove monstros (Crônicas)
“Nunca, senhor ministro da Saúde, foi a saúde tão mortal! (...) Senhor ministro da Saúde: o que fazer?” (Cesar Vallejo, 1937) Um ano antes de sua morte ocorrida numa sexta-feira santa, em Paris, em 1938, o poeta peruano César Vallejo escreveu Os nove monstros, conte...
Na quarentena: isolados sim, sozinhos nunca! (Crônicas)
Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo (Drummond, 1940). - Tem acetilcisteína 600 mg? – perguntei ao telefone. Tinha. A farmácia, porém, não fazia entrega domiciliar. Confinado há vários dias, sai de casa na segunda (16), morrendo de medo. Andei apenas três qua...
As Escolas de Samba que alfabetizam (Crônicas)
- Por que teu bloco tem o nome irreverente de Fiofó Em Chamas? – perguntei a um grande amigo. Ele disse que este nome competiu com “Tou com o cru pegando fogo”, mas justificou a escolha com a aula de história, que resumo a seguir. O sambódromo e as ruas constituem um l...
Os “nervosos” do bairro de Aparecida “Que pena a vida ser só isto...” (Cecília Meirelles, 1963) À semelhança dos três mosqueteiros que, na realidade eram quatro, os cinco “nervosos” na verdade eram seis. Ninguém sabe explicar de onde vieram, nem eles mesmos. Talvez p...
Por que Rondônia censura Machado de Assis? (Crônicas)
“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes de meu cadáver” (Machado de Assis. 1880) A experiência como estudante, em Manaus, em 1964, me permitiu compreender porque Rondônia, sob o governo do coronel Marcos Rocha (PSL vixe vixe) mandou recolher das escolas obras de esc...
Paris é uma festa: o Hemingway de igarapé (Crônicas)
Paris é uma festa: o Hemingway de igarapé “Só existem dois lugares no mundo onde podemos ser felizes: em casa e em Paris”, Ernest Hemingway. Paris é uma festa. 1964 Desde o período áureo da borracha, Manaus é chamada de Paris de Igarapé. Por extensão, a Universidade F...