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Manaus, Quarta-feira, 08 de setembro de 2010 |
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O DICIONÁRIO DO BERINHO
José Ribamar Bessa Freire
14/03/2010 - Diário do Amazonas

O escritor irlandês Oscar Wilde escreveu e publicou uma crítica literária impiedosa de um livro que, como depois confessou, ele não leu Questionado sobre a legitimidade de tal julgamento, ironizou:
- Nunca leio os livros que critico, para não me deixar influenciar.
Não segui o seu conselho. Li de cabo a rabo o “Dicionário de Turismo”, de Robério Braga, sempiterno Secretário de Estado da Cultura, Turismo e Desporto do Amazonas. Dessa forma, peço desculpas ao leitor se perdi a objetividade e me deixei fascinar pelas pérolas que lá encontrei.
Os comentários que vou fazer aqui estão, portanto, contaminados por esse fascínio. Quem me vendeu o peixe foi Elson Farias, um poeta dos bons, que escreveu a orelha do dicionário e nos garante que ele pode ser útil aos turistas, agências de viagem e profissionais do setor: “Tenho certeza de que este é um livro escrito para servir” concluiu o poeta. Acreditei. Comprei um exemplar.
O livro editado em São Paulo foi impresso em Erechim (RS), financiado pela Fundação Lourenço Braga, de Manaus que, por acaso, pertence à família do autor. Para testá-lo, imaginei como poderia ser usado por um turista gaúcho que quer conhecer a Amazônia e que pegou lá na gráfica de sua cidade um exemplar dessa obra-prima de Robério Braga – o Berinho.
A primeira indecisão do Gauchão é na compra das passagens. Consulta, então, o dicionário do Berinho e lá, na letra “B” (pg. 46) encontra duas definições geniais, que vou colocar entre aspas para não pensarem que estou plagiando criação alheia.
“Bilhete de Ida – Aquele que cobre apenas uma direção”.
“Bilhete de ida-e-volta – aquele que cobre a viagem de ida-e-volta”.
O Gauchão vacila, não crê no que seus olhos leem: “Será que entendi bem?”. Tira a dúvida com outro verbete na letra “I”, onde Berinho insiste:
“Ida-e-volta – viagem em que o passageiro retorna, pelo mesmo itinerário, ao ponto de partida” (p.144).
O Gauchão fica confuso, porque deseja voltar de Manaus a Porto Alegre por outra rota, via Alto Solimões, onde pretende ver as obras fantasmas do governador Dudu Braga. Mas, nesse caso, a viagem é de ida-e-volta ou só de ida? Na letra “V”, Berinho, que está obcecado com idas e voltas, liquida de vez o assunto:
“Viagem – Deslocamento de uma pessoa para localidade diversa de sua residência. Viagem de ida-e-volta, que pode ser realizada: a) de um ponto a outro com a volta pela mesma rota; b) com a volta por uma rota diferente” (p.235).
Barbaridade, tchê! O Gauchão, que podia muito bem se confundir, achando que o bilhete de ida-e-volta podia ser só de ida, fica devidamente esclarecido com a sacação do Berinho. Suspira aliviado, mas logo enfrenta outro problema: “como é que transporto minhas roupas?” – ele se pergunta, angustiado. Corre ao dicionário e lá encontra a resposta:
“Mala – Do francês Malle. Caixa de madeira, lona, plástico ou fibra, usada para transporte de roupa e utensílios de viagem” (p.186). (Nada é dito sobre “mala sem alça”, talvez porque o autor não gosta de aparecer e evita personalizar com dados autobiográficos).
Com as malas arrumadas, Gauchão quer saber para onde deve ir com sua bagagem. Graças a Deus, Berinho, com aquela lucidez que lhe é peculiar, previu tudo e dá a dica:
“Aeroporto – Local ou aeródromo que possui instalações e serviços públicos permanentes para o funcionamento regular do tráfego aéreo, com embarque e desembarque de passageiros e de carga. Local constituído de uma ou mais pistas de aterragem” (p.14).
Consciente de seu destino, louco para “aterrar” logo em Manaus, Gauchão ruma ao aeroporto, onde enfrenta novo dilema: “Como carrego minha mala?”. Ah, seus problemas acabaram! Berinho é gerente das Organizações Tabajara. O gaúcho conferiu na letra “C”:
“Carrinho de bagagem – Pequeno carro, de arame de aço inoxidável, destinado ao transporte, pelo passageiro, de bagagem pessoal nos aeroportos e estações ferroviárias” (pg.62).
Quem diria, hein? A genialidade dessa obra-prima da lexicografia amazonense está no detalhe: não é qualquer arame, é de aço, não é qualquer aço, é inoxidável. Graças às dicas do Berinho, Gauchão, empurrando seu carrinho, se pergunta o que vai fazer no fim de semana. Busca ajuda e encontra a seguinte joia na letra “F”:
“Fim de semana – período semanal que abrange normalmente o sábado e o domingo, e que possui, em turismo, expressão especial pela possibilidade que oferece para viagens de curta duração a tarifas reduzidas” (pg.118).
Gauchão capta a profundidade da coisa. O fim de semana do Berinho é, normalmente, sábado e domingo. NORMALMENTE! Quem acha a definição esdrúxula é porque desconhece que o fim de semana no Congresso Nacional abrange também segunda e terça-feira e, na Bahia, todos os dias da semana.
Gauchão decide, então, passar um fim de semana normal em Itacoatiara. Aluga um carro. Quer encher o tanque. Abre o “Berinho”, buscando a solução. Encontra:
“Bomba de gasolina – metonímia usada para denominar um conjunto de instalações destinadas a prover veículos motorizados de combustível, lubrificantes e afins (ing) – Gas station”.(pg. 48).
O turista gaúcho pergunta a um taxista amazonense se tem alguma metonímia por perto. O cara respondeu: - “Fudereteu! Eu pensava que sabia o que era uma bomba de gasolina, mas agora deixei de saber”. Aqui faço uma crítica construtiva, é claro: se a próxima edição for ilustrada, com foto de um posto, o dicionário será mais útil ainda.
Finalmente, nosso Gauchão, que está com uma caganeira de um tacacá mal digerido, encontra um posto. Procura desesperadamente o verbete WC ou banheiro, mas o dicionário não registra nenhum dos dois. Coitado, para se aliviar, ele corre pra trás de uma moita num terreno baldio e obra. Depois, no sufoco, usa as páginas arrancadas da obra do Berinho, comprovando uma vez mais sua utilidade.
As más línguas dizem que o conteúdo do livro é “para encher linguiça”. Berinho abre, por exemplo, na letra V o verbete “Vozes de Animais”, nos ensinando que “a abelha zumbra, a andorinha gazea, o camelo blatera, a onça esturra, o peru gruguleja e o burro azurra”, etc.etc (pg. 246). Em que isso pode servir ao turista? Confesso minha ignorância. Talvez o poeta Elson Farias, que avalizou a obra, possa nos dizer numa próxima edição, aumentando a orelha do livro, como uma homenagem ao azurrante autor.
Diante desse monumento lexicográfico, não faltarão invejosos para dizer que o dicionário do Berinho, com suas ululantes obviedades, representa a derrota do pensamento no Amazonas. Ledo engano! O autor da obra é membro da Academia Amazonense de Letras e tem o aval absolutamente desinteressado de um poeta de renome. Além disso, é coerente na sua adesão ao poder, adotando a máxima: “Hay gobierno? Soy a favor”.
Com fidelidade canina, Berinho serviu a todos os governos na ditadura militar. Foi filiado à Arena, ao PFL, ao DEM, ao PTB, pertence agora à base aliada, e se o PSOL tomar o poder, ele pedirá sua carteirinha do partido. Com esse livro, a Secretaria de Cultura (Berinho) fez um baita investimento cultural, repassando recursos para a Fundação Lourenço Braga (Berinho). Mas valeu a pena. O turista tem, assim, uma tomografia da intelligentzia local oficial. Afinal, seu autor foi presidente da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas.
O que seria do turista sem esse dicionário? Não saberia sequer distinguir um bilhete de ida de outro de ida-e-volta. O preço do livro é salgado - 42 reais – mas compensa. É verdade que sua compra causou um rombo nas minhas combalidas finanças. Já que o adquiri não para usufruto pessoal, mas por razões profissionais, estou pedindo ressarcimento ao Cirilo e ao Batará, donos do Diário do Amazonas. É possível que alguns leitores dessa desinteressada resenha queiram comprar o dicionário, assim solicito ao Berinho uma comissão de dez por cento pela propaganda desinteressada. É razoável.
P.S. - O Dicionário omite na letra Z o verbete "ZECA, de Zeca Nascimento, que nesse sábado completou 55 anos de idade, abençoado por todos os orixás, por Santa Edwiges – virgem e mártir - e por Santa Chachá, nem uma coisa, nem outra, padroeira dos glutões, dos amantes da vida e dos que cultivam a amizade". Os parabéns da coluna a ele que doou 15 mil metros quadrados a dezenas de família da Comunidade Santa Edwiges em Manaus.
Robério Braga. Dicionário de Turismo. Fundação Lourenço Braga. Uniletras Editora. São Paulo. 2003. 255 pgs.
29 Comentário(s)
Luciano Santos 20:41 em 28/03/2010 | | Caro Professor Bessa.
Ainda não estou acreditando no que descreveste acerca desse dicionário. Trabalhei na Biblioteca Pública Estadual como estagiário e sei muito bem como essas grandes obras da literatura do Berinho são produzidas...Como pesquisador da área de Antropologia e Turismo fica em dúvida: comprar ou não comprar? Ter um exemplar pode servir até para fazer piadinhas nos círculos de amigos...e se o que o senhor escreveu nãop for verdade, certamente a obra me ajudará a sair de lugar n | | Augusto 23:04 em 24/03/2010 | | Gostaria de recomendar a leitura do livro e postar o link pra download em meu blog, para isso preciso da autorização do autor. Atenciosamente,
Augusto Silva
| | Pedro Afonso 23:19 em 18/03/2010 | | Pedro Afonso, no blog do Sarafa
15.03.2010 . 5:34 pm
Prof. Bessa simplismente 10 seu comentario.
Gostei do “eterno” secretario de cultura.
Como dizem nossos jovens: ele se acha!!!
| | José Prazertes 23:18 em 18/03/2010 | | José Prazeres no Blog do Sarafa
15.03.2010 . 5:28 pm
Sarafa,
O que seria de nós se não tivessemos as informações do José Ribamar Bessa Freire
| | Ana 10:18 em 18/03/2010 | | Bessa adoro todas as tuas crônicas e leio tudo, sempre. Mas essa.... quando lembro das pérolas do Berinho HAHAHAHA!!! Nem o Oscar Wilde seria capaz de nos fazer sorrir por tanto tempo. Concordo que o "dicionário" - se é que podemos chamá-lo assim, -será mais útil em momentos de sufoco, atrás de qualquer moita de mato. Adorei Bessa!!!! | | Marcelo Costa 22:44 em 17/03/2010 | | Meu Deus! Ri às pampas! Vou recomendar. Seu texto, não o livro.
Comentário por Marcelo Costa, publicado no Blog da AmazôniA (Terra)
| | Psicologo 13:47 em 17/03/2010 | | PSICÓLOGO escreveu em 13/3/2010, às 14:41:
Parabens Bessa, primeiro pra vc, que externou o verdadeiro responsável por uma solução que seria obrigação do estado aliás que estado (Amazonas, parece mais um estrado, aquele que fica em cima é o que detém o poder e unicamente o poder, ai o poder, mas deixa pra lá, e segundo ao aniversariante do dia que pouco conheço porém não me surpreendeu a atitute nobre, mais uma vez parabens pelo aniversário e pela atitude. Agora bessa, aqui vai uma sugestão, c | | manauara 13:45 em 17/03/2010 | | No blog do holanda, MANAUARA FOKER escreveu em 13/3/2010, às 16:00:
ADMITO QUE NUNCA LEIO O BESSA POR QUERER ME POUPAR DE SUA ANTIPÁTICA NOÇÃO DE TUDO E DE TODOS. MAS RETRATO-ME DESDE JÁ E ELOGIO ESSA MATÉRIA. CÔMICA E INCLEMENTE !
SÓ MESMO O ROBÉRIO BRAGA SERIA CAPAZ DE ME FAZER APRECIAR TANTO UMA CRÔNICA DEBOCHADA E DESCREDENCIADORA COMO ESTA.
PERGUNTA AO BESSA :
CONSTA, NESSA IMPERDÍVEL OBRA-PRIMA, O VERBETE "LEZO" ?
OU O AUTOR TAMBÉM O OMITIU PARA EVITAR AS, JÁ MENCIONADAS, C | | Clarividente 13:44 em 17/03/2010 | | No blog do Holanda, CLARIVIDENTE escreveu em 13/3/2010, às 16:35:
Bessa, realmente é uma radiografia do que é o Estado do Amazonas. Esse rapaz hoje manda em todos os prédios públicos tombados ou não, na maioria das pessoas que estão dentro dos prédios e até na Academia Amazonense de Letras, cujas vagas são destinadas aos amigos do rei. É esse escritor ilustre que "doou" o Sambodrómo para uma empresa privada, que permite uma festa do Banco do Brasil ou o aniversário da Rádio Difusora no Tea | | Desconhecido 13:43 em 17/03/2010 | | No blog do holanda, CHICO escreveu em 13/3/2010, às 18:21:
Obviamente que depois de ler este brilhante prefácio, não cometerei o mesmo erro do nobre colunista que investiu seu parco dinheiro em uma obra que, no auge do desespero, revelou sua real utilidade "atrás de uma moita num terreno baldio".
| | Ajuricaba 13:42 em 17/03/2010 | | No blog do holanda, AJURICABA escreveu em 14/3/2010, às 06:11:
Posso não concordar com tudo que o bessa escreve, principalmente quando se trata de indígenas, mas é uma pessoa de rara inteligência que sabe escrever como poucos. O Robério é um excelente advogado eleitoral, talvez o melhor da região, mas quando se trata de cultura parece estabelecer a ditadura mais prolongada da história do Brasil.
| | Israel 13:41 em 17/03/2010 | | No blog do holanda, ISRAEL LEIBNITZ escreveu em 14/3/2010, às 06:14: Ele me deu forças para escrever o "Manual da leizeira baré", mas acho que tem gente a frente!
| | Desconhecido 13:38 em 17/03/2010 | | MARCELO escreveu em 15/3/2010, às 07:43:
Dizer que o bebe é ótimo secretário só pode ser brincadeira. Tire pelo número de bibliotecas na cidade e pelo acervo...o festival de ópera é pra inglês ver mesmo, assim como o festival de cinema. O que fica para nós?! NADA. Simplesmente nada é revertido em prol da comunidade, as pessoas vem do quinto dos infernos pra comer e beber às nossas custas e não deixam nada.
Ou alguém tem conhecimento de alguma, mesmo que incipiente, indústria cinematográfica | | Desconhecido 13:37 em 17/03/2010 | | No blog do Holanda, JOSÉ PRAZERES escreveu em 15/3/2010, às 13:13:
Holanda,
O que seria de nós se não existisse o José Ribamar Bessa Freire!
| | Valéria Costa 13:36 em 17/03/2010 | | No blog do Holanda, VALÉRIA COSTA escreveu em 16/3/2010, às 08:31:
Ribamar Bessa. Esse é o artigo mais hilário que já li. E mais lúcido. Tô rindo até agora. Parabéns!!
| | Dionisio Paixão 13:34 em 17/03/2010 | | No Blog do Holanda, DIONYSIO PAIXÃO - ADVOGADO escreveu em 16/3/2010, às 13:35:
PREZADO HOLANDA - VAI SER A MENSAGEM MAIS CURTA QUE JÁ ENVIEI AO BLOG: - BESSA PARA GOVERNADOR DO AMAZONAS! E TAQUI PRA OCÊS!
| | Geraldo Souza 13:31 em 17/03/2010 | | Bessa,
Desculpe a insistência: você acessou o blog do holanda? Ele tem um reloginho com o número de visitas a cada notícia que publica. No dia 17/03, quarta-feira, às 12:00 horas, seu artigo o Dicionário do Berinho já havia sido lido 1423 vezes. Tinha 21 comentários. Se você quiser, posso copiar e te enviar alguns.
abs.
Geraldo | | Eduardo 12:23 em 17/03/2010 | | Parabéns, inteligência e humor. Mas é uma vergonha tal dicionário. | | Rose 19:54 em 16/03/2010 | | Babá, realmente é a cara do Heyrton, eele iiria rolar de rir.
bjs | | Célia 14:14 em 16/03/2010 | | Genial! Fazia tempo que não ria tanto. Fico feliz por você fazer o que faz. É sinal que ainda há vida amazonense inteligente. Que bom!
Abraços
Célia
| | Fernando 14:04 em 16/03/2010 | | Caro professor Bessa, essa charge é uma daquelas que, quando a gente termina de fazer, diz que valeu a pena. Textos como o seu parece que já vem com mil opções de ilustração.Estou terminando uma para o texto do meu amigo palestino Kais Ismail. Trata-se de uma das mais objetivas denúncias de racismo que já li.Vou lhe enviar tudo quando estiver pronto.
Abraços Fernando | | Probus 13:30 em 16/03/2010 | | PROBUS (em Assaz Atroz) "A COTIA RISONHA RI DE QUEM?": O vídeo pode ser encontrado com o nome:
Profissão repórter - http://www.youtube.com/watch?v=rU4UUHfrFLk. INDICO PARA LEITURA: Amazonino Mendes http://desciclo.pedia.ws/wiki/Amazonino_Mendes
Mansão do Tarumã
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Mans%C3%A3o_no_Tarum%C3%A3
Uninorte - http://desciclo.pedia.ws/wiki/Uninorte
Carlos Souza http://desciclo.pedia.ws/wiki/Carlos_Souza | | Claudinha 00:20 em 16/03/2010 | | Caro Beça..
Me pergunto como consegui viajar por quase 20 anos sem esse guia... O risco que corri nesses anos todos, sem o apoio dessa obra prima dos mochileiros,maleiros e todos que curtem viajar... É de lascar! Como é pávulo esse Berinho.... Eu hein.... | | André Ricardo Costa 18:35 em 15/03/2010 | | sei não...
a parada vai ser mais dificil esse ano...
a mamata pode acabar... | | Urda 12:51 em 15/03/2010 | | Bessa,
Por favor, nunca siga Oscar Wilde e leia todos os livros que criticar. Impagável! Como conheço diversas antas equiparadas, sei bem do que você fala! Como é que alguém neste mundo consegue sobreviver sem um livro destes? Você é o máximo!
Abraço,
Urda.(comentário em Assaz Atraz) | | João Barros Carlos 15:39 em 14/03/2010 | | Babá, quer dizer que além do "Aurélio", agora temos o "Burrélio" ( pai dos burros dos turistas )?
Psssiiiiuuu, fala baixo, porque com a propaganda pode virar "best-seller". Ah, sim, desculpe, lembrei da tua possível comissão! Manda ver. | | Fábio Machado 13:54 em 14/03/2010 | | De fato, um crônica muito bem feita e engraçada! Parabéns e obrigado por nos alertar do PE-RI-GO, que esta obra litarária amazonense, cujo o autor foi membro da ilumidada e distinta casa( A academia Amazonesnse de Letras ), pode cusar a nossa massa cinzenta, acho que ainda continuo confuso com tanta "ida e volta", vou alí rapidinho no "metonímia" encher meu tanque e já volto... | | Esteban Celedón 12:41 em 14/03/2010 | | Caro Bessa,
sugiro que escreva o “Guia para entender o dicionário do berinho”, desta forma, nos ajuda a compreender essa enigmática obrar sem a necessidade de lê-la, e, “a la Oscar Wilde”, poderíamos fazer “uma crítica literária impiedosa” ao, nada esclarecedor, dicionário.
Creio que o escritor irlandês iria morrer de ciúmes da sua crítica inteligente e bem humorada.
Obrigado.
Esteban. | | Professor 19:46 em 13/03/2010 | | Sempre leio seus textos. Espanta-me essa escrita ácida e bem direcionada aos "brilhantes políticos" desse Estado, onde a maioria prefere fingir-se de cega. Parabéns. | |
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